Agropecuária

Vazio Sanitário da soja começa em junho no Paraná

Começa em 10 de junho e vai até 30 de setembro o chamado “Vazio Sanitário” da soja no Paraná, período em que fica proibido plantar ou manter plantações desta cultura em todo o Estado.

A prática do Vazio Sanitário é uma das estratégias de controle do fungo causador da Ferrugem Asiática, que ataca severamente a cultura da soja no Brasil desde 2001 e que é responsável, quando não controlado, por perdas de até 80% da lavoura de soja, segundo dados da Embrapa Soja. Além deste fungo, a iniciativa também serve para o controle de outras doenças, como os nematóides.

O período do Vazio Sanitário, divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tem duração de 90 dias. No Paraná, tem início em 10 de junho; em São Paulo e Mato Grosso, 15 de junho; Santa Catarina, 22 de junho;. e no Rio Grande do Sul, 3 de julho.

O fitopatologista Rafael Moreira Soares, pesquisador da Embrapa Soja, explica que a doença é bastante dependente do clima. “Anos bons em clima para a cultura da soja, também são bons e favorecem a Ferrugem Asiática”. Ele dá como exemplo a última safra da cultura, em que ocorreu uma forte ação do fungo no Paraná devido às chuvas frequentes e fraca ação no Rio Grande do Sul, que foi assolado por uma seca.

Rafael reforça a necessidade de se cumprir esta janela sanitária como forma de baixar a população do fungo, já que ele não terá onde se proliferar. ““O fungo não vai morrer, pois sobrevive em plantas que são hospedeiras secundárias, mas com a medida do Vazio Sanitário ele vai demorar mais para aparecer nas lavouras e isso facilita o controle com o uso adequado do manejo”, explica.

Outra observação que Rafael Soares faz é sobre as Agências de Defesas Sanitárias dos estados, que fiscalizam e multam quem não cumprir o Vazio Sanitário. “Além do risco da baixa produtividade e da perda da lavoura com a doença, o prejuízo do produtor pode ser maior ainda com as multas aplicadas a quem descumprir esse período do Vazio Sanitário”, explica o fitopatologista.

Outras ações
O agrônomo Alexandre Yamamoto, coordenador de Tecnologia e Nutrição da Belagrícola, comenta que o produtor deve ficar atento para eliminar a soja que nasce no meio do milho segunda-safra, resquício da colheita anterior. Ela serve de hospedeiro para o fungo da ferrugem-asiática.

Outros controles e cuidados devem ser tomados pelo produtor como estratégia de manejo, entre elas a utilização de cultivares precoces e resistentes, a semeadura logo após o término do Vazio Sanitário e a utilização de fungicidas.

Fique atento: Com o Vazio Sanitário, ações de semeadura para a safra de verão 2023/2024 do Paraná só podem se iniciar a partir de 1º de outubro.

Fonte – Belagricola

Redação Reserva News

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