Agropecuária

Paraná decreta emergência zoossanitária por 180 dias por conta da gripe aviária

O governo do Paraná decretou nesta terça-feira (25) estado de emergência zoossanitária pelo prazo de 180 dias.

De acordo com o governo, o objetivo é a proteção do setor avícola, além de agilizar o atendimento nos casos notificados de suspeita de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) e ter acesso facilitado a recursos no combate à doença.

Em maio, o governo federal adotou a medida e orientou que decretos semelhantes fossem assinados pelos estados. Nesse ano, o Brasil mapeou ao menos 67 aves infectadas.

Além do Paraná, outros estados declararam a emergência, como Santa Catarina, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

Paraná é o maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil
O Paraná é considerado o maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil. Até o momento, no estado, segundo o governo, foram confirmados sete casos da doença.

Todos eles foram identificados em aves silvestres migratórias, o que, conforme o governo, está dentro do esperado, uma vez que há migração natural de pássaros entre os continentes em busca de alimentação e para reprodução.

Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), medidas mais rigorosas de vigilância vem sendo implementadas desde 2022 diante do risco da doença no continente.

Evitar que o H5N1 chegue às grandes granjas
Depois de circular por mais de 20 anos no mundo, a gripe aviária H5N1 teve o 1º caso registrado no Brasil no dia 15 de maio. Até agora, praticamente todos os casos foram em aves migratórias.

O foco, neste momento, é evitar que o H5N1 chegue às grandes granjas do Brasil, que é o principal exportador de carne de frango do mundo e o segundo maior produtor global, atrás dos EUA.

Isso porque a doença se espalha rapidamente entre os pássaros: de 2005 a abril de 2023, mais de 400 milhões de aves domésticas foram sacrificadas por causa da gripe aviária, em países da África, Ásia e Pacífico, Américas, Europa e Oriente Médio, diz a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH).

Até agora, além de aves migratórias, a gripe aviária atingiu aves de subsistência, ou seja, que são criadas para consumo próprio, em quintais ou pequenos sítios. Dois casos desse tipo foram registrados: um no Espírito Santo e outro em Santa Catarina.

Esses casos não afetam o comércio internacional e nem torna o consumo de produtos de aves inseguro, de acordo com o Ministério da Agricultura.

Fonte – Portal G1

Redação Reserva News

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