Cotidiano

Uso do celular ao volante: um risco crescente e invisível no trânsito brasileiro

O uso do celular ao dirigir é uma das principais causas de acidentes de trânsito no Brasil, representando um grave risco à segurança viária. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), a prática já é a terceira maior causa de mortes no trânsito no país, atrás apenas do excesso de velocidade e da combinação de álcool e direção. Estima-se que cerca de 54 mil pessoas morram todos os anos em decorrência dessa distração, o equivalente a 150 mortes por dia. Pesquisas indicam que quase 20% dos brasileiros que vivem nas capitais admitem já ter utilizado o celular ao volante, com maior incidência entre jovens de 25 a 34 anos e pessoas com maior escolaridade. Em São Paulo, por exemplo, o manuseio do aparelho chega a representar 7,5% de todas as infrações registradas.

Especialistas alertam que a distração provocada pelo celular reduz drasticamente o tempo de reação do motorista. Estudos mostram que enviar uma mensagem de texto pode retardar em até 35% a resposta a uma situação de risco. A atenção desviada por apenas alguns segundos equivale a dezenas de metros percorridos sem observar o trânsito, aumentando em até 400% as chances de acidentes. Mesmo ações aparentemente simples, como atender uma chamada ou olhar para a tela, são suficientes para comprometer a segurança.

A legislação brasileira considera o uso de celular ao volante uma infração gravíssima, prevista no artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro. A penalidade inclui multa e pontos na CNH. Apesar disso, a fiscalização enfrenta dificuldades para identificar todos os casos, já que muitos acidentes não trazem como causa registrada o uso do aparelho.

Além das milhares de mortes anuais, há um grande número de vítimas que sofrem lesões graves, gerando altos custos médicos, impacto na mobilidade urbana e consequências emocionais para famílias inteiras. A população jovem é a mais vulnerável a esse comportamento, o que reforça a necessidade de campanhas educativas direcionadas. A tecnologia pode ser uma aliada, com aplicativos que bloqueiam mensagens durante a condução ou emitem alertas de segurança, mas sem mudança de hábito e maior rigor na fiscalização, o problema tende a persistir.

Embora muitos motoristas considerem seguro “dar uma olhadinha” no celular ou “responder uma mensagem rápida”, os dados comprovam que esse comportamento é perigoso e pode ser fatal. No Brasil, o uso do celular ao volante já se consolidou como um dos maiores desafios do trânsito, responsável por milhares de vidas perdidas a cada ano. A conscientização, o compromisso individual e a intensificação da fiscalização são passos fundamentais para tornar as ruas e rodovias mais seguras para todos.

Fonte – Assessoria de Comunicação.

Redação Reserva News

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