Com a chegada do verão, é comum observar um aumento nos casos de acidentes com escorpiões. Esse fenômeno ocorre devido a uma série de fatores que favorecem a proliferação e a atividade desses aracnídeos Escorpiões são animais de sangue frio e, portanto, são mais ativos em temperaturas mais altas. O verão traz ainda chuvas que aumentam a umidade, criando ambientes propícios para os escorpiões. Com o calor, eles procuram abrigo em locais frescos e úmidos, muitas vezes invadindo residências. Além disso, durante as épocas mais quentes, há um aumento na população de insetos, que são a principal fonte de alimento dos escorpiões.
De acordo com o Ministério da Saúde já foram registrados em 2025, o total de 182.970 notificações de picadas do inseto em todo o país, sendo 67% desses casos somente em áreas urbanas. A Secretaria de Saúde do Paraná (SESA-PR), aponta para mais de 7 mil casos de acidentes até o momento, sendo três mortes confirmadas, duas crianças e um adolescente.
No estado paranaense existem várias espécies de escorpiões nativos, as principais são os escorpiões marrom (Tityus bahiensis, Tityus costatus, Ananteris sp), e os de cor preta, principalmente do gênero Bothriurus, O escorpião amarelo, ou Tityus serrulatus, espécie exótica apresenta maior perigo em todo Brasil, sendo a principal causadora dos óbitos, principalmente em crianças.
“É uma espécie de alta capacidade de adaptação a ambientes alterados, como os ambientes domiciliares. De coloração amarela predominante no corpo, pode atingir até 6,5 cm de tamanho total de corpo quando adulto. Tem reprodução por partenogênese, ou seja, não existem machos, somente fêmeas que geram seus filhotes sem necessidade de fecundação cruzada”, explica Amanda Quadros, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Unopar.
Segundo a especialista, o escorpião amarelo se abriga sob madeiras velhas, lenha, telhas, tijolos, restos de construção, entulhos e principalmente frestas em calçadas, muros, paredes. Amanda alerta que os sintomas da picada de escorpião podem variar de acordo com a quantidade de veneno injetada.
De acordo com um Boletim Epidemiológico no Ministério da Saúde, estima-se que 2,3 bilhões de pessoal vivem em áreas sob risco de acidentes escorpiônicos no mundo. Em média, são registradas 1,2 milhão de acidentes e cerca de 3.250 óbitos, principalmente de crianças e em áreas tropicais, como é o Brasil.
“A gravidade do envenenamento geralmente se manifesta nas primeiras duas horas após a picada. Nos casos moderados e graves há, frequentemente, inúmeros episódios de vômitos, sinal premonitório de gravidade, e manifestações, como alteração da pressão arterial e manifestações cardíacas”, explica.
Sintomas mais comuns:
Sintomas mais graves:
De acordo com Amanda, pessoas em grupos de risco, como crianças, idosos, indivíduos com doenças cardíacas ou respiratórias, e pessoas alérgicas, são mais vulneráveis a complicações graves.
“As maiores vítimas de morte por picadas de escorpião são crianças com idade inferior a 10 anos, segundo dados do Ministério da Saúde”.
Por possuírem um sistema imunológico ainda em desenvolvimento, os pequenos se tornam mais suscetíveis aos efeitos do veneno do aracnídeo. Além disso, normalmente, as crianças podem brincar em locais onde os animais podem se esconder, como embaixo de móveis, caixas e outros objetos. Por isso, em caso de acidente é essencial buscar atendimento médico o mais rápido possível.”, alerta a especialista.
Para Amanda, por conta da recorrência desses casos no Paraná, adotar algumas medidas preventivas é essencial.
Confira algumas dicas:
O que fazer caso seja picado:
Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, os escorpiões de importância em saúde pública são as seguintes espécies do gênero Tityus:
Escorpião-amarelo (T. serrulatus) – com ampla distribuição em todas as macrorregiões do país, representa a espécie de maior preocupação em função do maior potencial de gravidade do envenenamento e pela expansão em sua distribuição geográfica no país, facilitada por sua reprodução partenogenética e fácil adaptação ao meio urbano.
Escorpião-marrom (T. bahiensis) – encontrado na Bahia e regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
Escorpião-amarelo-do-nordeste (T. stigmurus) – Também apresenta reprodução do tipo partenogenética. É a espécie mais comum no Nordeste, apresentando alguns registros nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Escorpião-preto-da-amazônia (T. obscurus) – Principal causadora de acidentes e óbitos na região Norte e no Estado de Mato Grosso.
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Fonte – Assessoria de imprensa – Anhanguera.
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