De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o final de 2026, pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta. O último Censo, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em doze anos no Brasil. Já a população idosa com 60 anos ou mais chegou a 32,1 milhões de pessoas, 15,8% da população do país. O aumento é de 56% em relação a 2010, quando era de 20,5 milhões (10,8%).
Diante disso, surge um tema preocupante: a violência contra a terceira idade. Para Ma. Juliana Aprygio, coordenadora do curso de Direito da Universidade Unopar, essa pauta é um problema social grave que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
Segundo o Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, o estado do Paraná já registrou até o momento, o total de 44.602 casos de violações (Qualquer fato que atente ou viole os direitos humanos de uma vítima. Ex. Maus tratos, exploração sexual) contra a pessoa idosa. Desse número, apenas 4.639 denúncias foram efetivadas (Quantidade de registros que demonstra a quantidade de vezes em que os usuários buscaram a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos para registrarem uma denúncia). Ano passado foram registrados 40.348 casos de violações contra a pessoa idosa no estado. O crescimento, considerando os números até a data de hoje, 30.12.2025, é de 10,54% no comparativo com 2024. Neste ano, a capital Curitiba lidera o número de casos de violência desse gênero, com 10.169 casos.
Juliana avalia que trazer essa conscientização e criar debates, contribui para a redução dessas violências, haja vista que isso causa um incômodo social e, por consequência, potencializa a criação de medidas ainda mais efetivas de combate a esse problema, por parte das pessoas e famílias, mas também dos órgãos competentes.
“Qualquer atitude deve ser investigada e denunciada. Pessoas idosas em geral não têm força ou métodos para se defender sozinhas. Há uma legislação responsável pelo direito do idoso e qualquer pessoa pode fazer denúncias”, pontua.
A coordenadora e docente da Unopar indica que as denúncias podem ser feitas por diversos meios, seja através das Polícias Militar (190) ou Civil (197), o Disque 100 (que funciona diariamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana) e canais eletrônicos. Ademais, órgãos como o Ministério Público, mais específico a Promotoria de Justiça com atribuição em matéria do Idoso, podem ser procurados para defesa dos direitos difusos e coletivos dessa classe uma vez que forem violados.
Por fim, a especialista afirma que é essencial evitar a perpetuação da vulnerabilidade do idoso, sendo fundamental que a família exercite o amor e a paciência para lidar com os desafios da terceira idade. “Estabeleça diálogos, fortaleça laços e proporcione um ambiente adequado e seguro para eles. Ouvir o idoso sobre o que ele está passando ajuda a dirimir esse problema”, afirma Juliana.
Sobre a Unopar – Com mais de 53 anos de tradição e pioneirismo no ensino a distância, a Unopar oferece mais de 50 cursos de graduação presenciais, 44 semipresenciais e 101 na modalidade a distância, além de cursos técnicos, profissionalizantes e pós-graduação lato e stricto sensu, com 90% do portfólio avaliado com conceitos de excelência pelo MEC. Presente em mais de 20 estados e pertencente à Cogna Educação, maior grupo educacional do país, a instituição mantém o compromisso de remover barreiras geográficas, financeiras e sociais, aproximando um ensino de qualidade da vida real dos estudantes. Inovadora e conectada ao mercado, também estimula serviços sociais à comunidade, por meio de Clínicas-Escola e Núcleos de Práticas Jurídicas.
Fonte – Assessoria de imprensa.
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