Bolsonaro tem quadro grave de broncopneumonia e médicos apontam risco potencial de morte

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A equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro informou, em coletiva realizada na noite desta sexta-feira (13), que o político enfrenta o quadro mais grave de pneumonia desde que começou a apresentar problemas de saúde nos últimos anos. Segundo os médicos, a broncopneumonia bacteriana bilateral apresenta risco potencialmente fatal, embora ele esteja recebendo tratamento intensivo.

De acordo com os profissionais responsáveis pelo atendimento, esta é a terceira pneumonia enfrentada por Bolsonaro e a mais grave delas. O médico responsável explicou que o quadro atual é mais severo do que os episódios registrados no ano passado.

“O risco persiste mesmo com o tratamento em andamento”, afirmou o cardiologista Leandro Echenique durante a coletiva, destacando que medidas preventivas estão sendo adotadas, mas que o estado de saúde ainda inspira cuidados.

Possível causa do quadro

Os médicos apontaram que o problema pode estar relacionado ao refluxo gastroesofágico, que pode provocar pneumonia aspirativa. Segundo eles, o risco dessa complicação já havia sido mencionado em relatórios médicos anteriores.

“Já havíamos alertado sobre o risco de pneumonia aspirativa pelas questões do refluxo. Estamos lidando novamente com uma situação crítica que realmente coloca a vida do paciente em risco”, explicou um dos médicos da equipe.

Recuperação lenta e prognóstico incerto

Bolsonaro, que tem 70 anos e completa 71 anos no próximo dia 21, possui histórico de várias cirurgias desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. De acordo com os médicos, essas condições são consideradas comorbidades que podem agravar o quadro clínico.

Por causa da gravidade da infecção e dessas condições pré-existentes, não há previsão para alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O tratamento com antibióticos deve durar entre sete e 14 dias, mas a recuperação pode ser mais lenta.

Internação após transferência da prisão

O ex-presidente foi transferido para a UTI do hospital DF Star após apresentar agravamento do quadro respiratório enquanto estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

A internação ocorreu cerca de dez dias após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal confirmar, por maioria, a manutenção de Bolsonaro na prisão. A defesa havia solicitado prisão domiciliar alegando falta de estrutura médica adequada no presídio.

O pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, que apontou que o ex-presidente teria tentado romper a tornozeleira eletrônica durante o período em que cumpria prisão domiciliar.

Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, Bolsonaro segue na UTI recebendo antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo, enquanto a equipe médica monitora a evolução do quadro.

Fonte – Com informações de Ric.com.

Redação Reserva News

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