Turista gaúcha é presa por injúria racial no Pelourinho e passa por audiência de custódia

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Uma mulher de 50 anos, natural do Rio Grande do Sul, passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (23) após ser presa em flagrante por injúria racial contra uma comerciante durante um evento gratuito realizado no Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador. A prisão ocorreu na quarta-feira (21).

A suspeita foi identificada como Gisele Madrid Spencer Cesar, que permanece custodiada na Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), à disposição da Justiça. Segundo a Polícia Civil, além das ofensas racistas, a mulher cuspiu na vítima e repetiu diversas vezes que era “branca”.

De acordo com o relato da comerciante, identificada apenas como Hanna, o episódio aconteceu enquanto ela trabalhava na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba. A vítima contou que foi chamada de “lixo” e alvo de ofensas racistas sem qualquer motivo aparente.

“Eu passei por ela após atender um cliente e ouvi ‘vai mais um lixo’. Questionei, e ela reafirmou, olhando nos meus olhos, que eu era um lixo e disse ‘eu sou branca’. Em seguida, cuspiu em mim”, relatou Hanna em entrevista à TV Bahia.

Após o ocorrido, Gisele teria se envolvido em outras confusões durante o evento, o que levou a equipe de segurança a tentar retirá-la do local. A Polícia Civil informou ainda que, mesmo após ser conduzida à delegacia, a mulher manteve a conduta discriminatória, chegando a exigir que fosse atendida apenas por um delegado de pele branca.

Segundo as informações apuradas, Gisele estava em Salvador a turismo e não tinha qualquer relação prévia com a vítima. O contato entre as duas ocorreu exclusivamente durante a festa.

A audiência de custódia foi realizada na sexta-feira (23), quando o Judiciário analisou a legalidade da prisão e a situação processual da suspeita. Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre a decisão judicial.

Desde 2023, a injúria racial é equiparada ao crime de racismo, sendo considerada inafiançável e imprescritível. A pena prevista varia de dois a cinco anos de prisão, além de multa. O caso segue sob investigação da Polícia Civil da Bahia.

Fonte – Com informações de g1.

Redação Reserva News

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