Um homem de 62 anos foi indiciado pelo crime de importunação sexual após ser acusado de rondar residências, espionar moradores e praticar atos obscenos em via pública, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o suspeito fez ao menos quatro vítimas. As investigações apontam que ele agia principalmente à noite, aproveitando-se da estrutura de casas antigas, cujas janelas ficam próximas à calçada, para observar o interior das residências enquanto cometia os atos.
A gravidade da situação foi reforçada por provas em vídeo registradas por uma adolescente de 16 anos, filha de uma das vítimas, além do depoimento de um vizinho. Segundo o delegado Derick Moura Jorge, o morador relatou ter flagrado o suspeito espiando o quarto de um casal por uma fresta na cortina, logo após eles saírem do banho.
Ainda conforme a polícia, os crimes vinham sendo praticados há cerca de quatro meses, sempre em horários semelhantes, entre 22h e 23h. Moradores relataram que inicialmente não desconfiavam do homem, já que ele aparentava apenas estar caminhando pela região. No entanto, com o passar do tempo, ele passou a ser visto entrando em terrenos baldios e circulando de forma suspeita nos fundos das casas.
Diante dos fatos, a Polícia Civil do Paraná solicitou a prisão preventiva do investigado, com parecer favorável do Ministério Público do Paraná. No entanto, o Tribunal de Justiça do Paraná negou o pedido, sob o argumento de que o homem é réu primário e que os crimes, embora graves, não envolveram violência ou grave ameaça.
Como alternativa, foram impostas medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, toque de recolher — proibindo-o de sair de casa no período noturno — e a proibição de manter contato ou se aproximar das vítimas e de suas residências.
Posteriormente, o investigado compareceu à delegacia acompanhado de advogado, onde foi interrogado. Ele optou por permanecer em silêncio e foi formalmente indiciado. O crime de importunação sexual prevê pena de até cinco anos de reclusão.
O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público, que agora analisa se oferece denúncia à Justiça.
Fonte – Com informações de G1.
























