Vereadores pedem suspensão cautelar do concurso da Câmara Municipal de Reserva

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Um grupo de vereadores de Reserva protocolou um pedido de suspensão cautelar do Concurso Público nº 01/2026 da Câmara Municipal. O documento foi encaminhado ao presidente da Casa, José Roberto Taques Szeremeta, e também ao Ministério Público do Estado do Paraná.

O ofício, datado desta quinta-feira (28), é assinado pelos vereadores Fernando Hornung, Fabiano Pillati, Valdinei Souza, Adriano Chaminézinho, Fio do Rio Novo e Eleandro.

Segundo o documento, o pedido ocorre após a divulgação pública de uma operação conduzida pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, por meio do GAECO, denominada “Operação Ilegal”, que investiga supostas irregularidades envolvendo a empresa responsável pela organização do concurso público da Câmara de Reserva.

Os parlamentares afirmam que, embora não exista até o momento decisão definitiva ou comprovação de irregularidades especificamente relacionadas ao concurso realizado no município, a gravidade dos fatos e a existência de investigação oficial justificam uma medida preventiva.

No texto, os vereadores destacam que a Comissão de Acompanhamento, Fiscalização e Supervisão do Concurso Público já teria promovido diligências formais e recebido manifestações da empresa organizadora acerca da regularidade do certame, demonstrando, segundo eles, preocupação preventiva da Câmara Municipal.

Ainda conforme o ofício, a solicitação tem como base os princípios da legalidade, moralidade, publicidade, segurança jurídica e proteção da confiança dos candidatos e da coletividade.

Entre os pedidos apresentados pelos vereadores estão:

  • a suspensão cautelar do Concurso Público nº 01/2026 da Câmara Municipal de Reserva até a conclusão das análises administrativas e jurídicas pertinentes;
  • o encaminhamento de cópia do expediente ao Ministério Público do Paraná para acompanhamento dos fatos;
  • e a ampla divulgação das medidas eventualmente adotadas, visando garantir transparência e segurança aos candidatos inscritos e à população.

Os parlamentares também ressaltaram que o pedido não representa pré-julgamento ou imputação de responsabilidade, mas sim uma medida preventiva e de cautela institucional até que os fatos sejam devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes.

Até o momento, a Câmara Municipal de Reserva não se pronunciou oficialmente sobre a possível suspensão do concurso.

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