Caminhoneiros anunciam paralisação a partir desta segunda-feira para pressionar o Senado

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Uma ala dos caminhoneiros anunciou uma paralisação em portos de diferentes regiões do país a partir da meia-noite desta segunda-feira (13). A mobilização foi convocada pelo presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão.

Segundo o líder da categoria, o objetivo é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que coloque em votação a Medida Provisória (MP) nº 1.343, que perde a validade caso não seja aprovada até a próxima quinta-feira (16).

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Landim afirmou que a decisão pela paralisação foi tomada pela categoria após, segundo ele, não haver avanço na tramitação da proposta no Senado.

Categoria busca manter validade da MP

De acordo com os caminhoneiros, a mobilização pretende garantir que a medida provisória seja apreciada antes do prazo final.

Landim orientou os motoristas a evitarem iniciar viagens durante o período da paralisação e afirmou que a categoria acompanhará a movimentação no Senado para verificar se a proposta será incluída na pauta de votação.

O que prevê a medida provisória

Editada pelo governo federal em março, a MP nº 1.343 propõe mudanças nas regras do transporte rodoviário de cargas.

Entre os principais pontos estão o reforço dos mecanismos de fiscalização do frete, alterações na forma de cálculo do piso mínimo do frete — considerando custos como combustível, manutenção e seguros — e a criação de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do transporte de cargas.

A proposta também foi aprovada pela Câmara dos Deputados com a inclusão de uma emenda que prevê o perdão de multas aplicadas a caminhoneiros e transportadores envolvidos nos bloqueios de rodovias ocorridos após as eleições de 2022.

Paralisação pode afetar logística

Caso a mobilização ocorra conforme anunciado, a expectativa é de impactos nas operações de portos e na logística de transporte de cargas em diferentes regiões do país.

Até o momento, não havia confirmação oficial sobre a adesão do movimento em todos os estados nem informações sobre possíveis reflexos nas rodovias.

Fonte – Com informações do Metrópoles.

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