Moeda norte-americana acumula queda de 4,44% na semana, enquanto Ibovespa supera os 209 mil pontos e registra valorização de 8,82%
O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana com resultados expressivos. Nesta sexta-feira, dia 9 de outubro, o dólar comercial fechou abaixo dos R$ 5 pela segunda sessão consecutiva, enquanto a Bolsa de Valores brasileira atingiu um novo recorde histórico.
A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 4,985, registrando queda de 0,78%. Já o Ibovespa, principal indicador da Bolsa brasileira, avançou 1,38%, encerrando o pregão aos 209.066,90 pontos, a maior pontuação de fechamento registrada pelo índice.
Os resultados refletem uma semana de forte movimentação no mercado, marcada pelas expectativas dos investidores em relação ao cenário político e econômico do Brasil após o primeiro turno das eleições.
Dólar acumula queda de mais de 4% na semana
Durante as negociações desta sexta-feira, o dólar chegou a atingir a mínima de R$ 4,977, por volta das 13 horas, antes de encerrar o dia em R$ 4,985.
Na primeira semana após o primeiro turno das eleições, a moeda norte-americana acumulou desvalorização de 4,44% em relação ao real. Considerando o desempenho desde o início do ano, a queda chega a 9,18%.
O movimento ocorreu em meio à valorização de moedas de países emergentes e às expectativas dos investidores sobre os rumos da economia brasileira, especialmente diante do cenário eleitoral e das perspectivas para a política econômica a partir de 2027.
Outro indicador acompanhado pelo mercado foi a inflação oficial do país.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou alta de 0,82% em setembro, acumulando inflação de 4,58% nos últimos 12 meses.
Bolsa brasileira ultrapassa os 209 mil pontos
O desempenho da Bolsa de Valores também chamou a atenção dos investidores.
O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira aos 209.066,90 pontos, estabelecendo um novo recorde de fechamento. Durante o pregão, o indicador chegou a atingir 209.713,45 pontos, renovando também sua máxima histórica intradiária.
Na semana, a Bolsa brasileira acumulou valorização de 8,82%, impulsionada pelo ingresso de investimentos no mercado de ações e pelas expectativas em torno do cenário político e econômico nacional.
No mercado internacional, as bolsas de Nova York também apresentaram resultados positivos. O índice S&P 500, que reúne ações de 500 grandes empresas dos Estados Unidos, avançou 0,60%.
Os investidores acompanharam as expectativas relacionadas à divulgação dos resultados financeiros das empresas no terceiro trimestre e aos próximos indicadores de inflação norte-americanos.
Petróleo também registra valorização
Além do dólar e da Bolsa, o mercado internacional de petróleo encerrou a sexta-feira em alta.
O barril do petróleo Brent, referência para as negociações internacionais, fechou cotado a US$ 104,72, com valorização de 0,42%.
Já o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, apresentou alta de 0,39%, encerrando a sessão a US$ 91,85 por barril.
Na semana, o Brent acumulou valorização de 2,41%, enquanto o WTI avançou 0,81%.
A elevação dos preços foi influenciada pelas preocupações com o abastecimento mundial, diante das tensões no Oriente Médio e dos riscos de interrupção da produção e do transporte de petróleo.
Condições climáticas adversas nos Estados Unidos também contribuíram para a preocupação dos investidores com a oferta da commodity.
Semana termina com forte valorização do mercado brasileiro
Com o dólar abaixo dos R$ 5 e a Bolsa renovando recordes, o mercado financeiro brasileiro encerrou a primeira semana após o primeiro turno das eleições com expressiva valorização dos ativos nacionais.
Apesar do desempenho positivo, investidores seguem atentos aos próximos acontecimentos políticos, aos indicadores econômicos e às movimentações do mercado internacional, fatores que poderão influenciar o comportamento do dólar e da Bolsa nas próximas semanas.
























