Vice-prefeito é preso após quebrar porta de hospital e causar danos em Guamiranga

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O vice-prefeito de Guamiranga, município da região central do Paraná, Igor Pontarolo, foi preso em flagrante na terça-feira (20) após danificar uma porta do hospital municipal e causar outros danos em dependências públicas. Imagens de câmeras de segurança mostram que ele arrancou a porta da parede cerca de dois minutos depois de entrar no local carregando uma paciente no colo.

De acordo com as imagens, o episódio começou às 16h48, quando Pontarolo chegou ao corredor do hospital acompanhado de um homem e uma mulher, levando a paciente nos braços. Uma profissional da unidade tentou abrir a porta por meio do sistema de trava eletrônica, mas não conseguiu na primeira tentativa. Nesse momento, o vice-prefeito começou a chutar a porta.

A entrada foi liberada segundos depois, e ele seguiu para o interior do hospital com a paciente e as outras duas pessoas. Às 16h50, aproximadamente dois minutos após a entrada, o político retornou ao corredor, arrancou a porta da parede com as mãos e a jogou no chão. Em seguida, deixou o local.

Conforme o boletim de ocorrência, funcionárias relataram que o vice-prefeito saiu do hospital nervoso e de forma agressiva, proferindo xingamentos contra a unidade e seus profissionais.

Ainda segundo os registros policiais, Pontarolo foi até a Secretaria Municipal de Saúde, instalada ao lado do hospital, onde teria chamado pelo secretário da pasta em estado de exaltação e danificado a estrutura de uma sala. Posteriormente, voltou ao hospital e, na presença de policiais, teria xingado o secretário de Saúde.

O vice-prefeito foi preso em flagrante pelos crimes de ameaça, dano qualificado e desacato, relacionados aos episódios ocorridos no hospital e na Prefeitura. Na quarta-feira (21), ele obteve liberdade provisória. A Polícia Civil investiga o caso.

Versão do vice-prefeito e da defesa

Em depoimento, um amigo de Pontarolo relatou que ambos estavam em um velório quando uma tia dele passou mal e desmaiou. Segundo a testemunha, o vice-prefeito decidiu levar a mulher ao hospital por meios próprios. A versão foi confirmada pelo próprio político, que afirmou que a paciente estava convulsionando quando chegaram ao pronto-atendimento.

Em nota, a defesa, representada pelo advogado Renato Rafael Griczynski, afirmou que Pontarolo agiu em estado de necessidade, com o objetivo de preservar a vida e garantir atendimento médico de emergência à paciente.

A defesa também declarou respeito às instituições, ao devido processo legal e à presunção de inocência.

Prefeitura anuncia sindicância

Em manifestação oficial, a Prefeitura de Guamiranga informou que ainda não dispõe de elementos conclusivos para esclarecer integralmente o ocorrido e que considera necessário aguardar a apuração formal antes de emitir qualquer juízo sobre o caso.

O Município anunciou que adotará as providências necessárias para apurar as circunstâncias do episódio, os possíveis danos ao patrimônio público e os motivos envolvidos, por meio de procedimento de sindicância.

A administração municipal também reafirmou o compromisso com a transparência, a responsabilidade na gestão pública, a preservação do patrimônio municipal e o respeito aos servidores e à população.

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