Quatro pessoas foram condenadas pela Justiça pela morte de Pedro Luiz Scheifer de Souza, de 17 anos, assassinado a facadas durante um assalto na madrugada de 21 de dezembro de 2025, em Ponta Grossa.
A sentença foi expedida nesta segunda-feira (18) pela 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa. O caso foi considerado latrocínio — roubo seguido de morte —, com a agravante de recurso que dificultou a defesa da vítima. Somadas, as penas ultrapassam 100 anos de prisão, todas em regime fechado.
Segundo as investigações, Pedro estava a cerca de duas quadras de casa, no bairro Uvaranas, quando foi cercado pelo grupo no meio da rua. O adolescente foi atacado com golpes de faca durante o roubo de seu celular.
Penas ultrapassam 100 anos
Simone Ribeiro Carraro foi condenada a 30 anos de prisão. A defesa informou que pretende recorrer da decisão. Apesar de Simone ter confessado o crime, os advogados sustentam que o caso não deveria ser enquadrado como latrocínio.
Kamila Fortes de Lara recebeu pena de 25 anos e 6 meses de prisão. A defesa afirmou ter recebido a decisão de primeira instância com surpresa e também informou que irá recorrer.
Já Cristian Daniel da Silva da Rocha e Luis Mateus Damas Siqueira foram condenados, cada um, a 24 anos, 9 meses e 15 dias de prisão. As defesas alegam que eles não participaram do latrocínio e também anunciaram que vão recorrer.
Todos os condenados foram presos após o crime e permanecem detidos.
Justiça aponta “desproporção e covardia”
Na sentença, a Justiça destacou a forma como o crime foi praticado e considerou que houve extrema desproporção entre os envolvidos.
Segundo a decisão, o grupo agiu em superioridade numérica para cercar, perseguir e subjugar o adolescente, aproveitando-se do horário avançado da madrugada e de uma via residencial escura e pouco movimentada, circunstâncias que teriam reduzido as possibilidades de defesa ou fuga da vítima.
O advogado Fernando Madureira, que representa os familiares de Pedro, afirmou que a família continua profundamente consternada com a morte, mas recebeu a decisão com satisfação. Segundo ele, a condenação não é capaz de reparar o dano causado, mas representa uma resposta da Justiça diante da gravidade do crime.
Investigação levou às prisões
Após o ataque, os envolvidos fugiram do local. A investigação da Polícia Civil contou com a análise de imagens de câmeras de segurança, que ajudaram na identificação dos suspeitos.
Uma mulher de 29 anos foi localizada no bairro Jardim Carvalho e, segundo a polícia, indicou a participação de sua companheira, de 34 anos. A segunda suspeita foi encontrada escondida em uma área de mata.
À época, a mulher de 34 anos confessou ter esfaqueado Pedro e informou que havia descartado o celular e a faca utilizada no crime. Outros dois homens, de 22 e 26 anos, também foram localizados e presos.
Quem era Pedro
Pedro tinha 17 anos e era estudante bolsista de um colégio particular de Ponta Grossa. Segundo a instituição de ensino, ele havia sido aprovado nos cursos de Engenharia Mecânica da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e de Arquitetura da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
A morte do adolescente causou comoção entre familiares, amigos e colegas de escola. A instituição lamentou a perda e destacou a personalidade alegre do estudante e a importância que ele tinha para a comunidade escolar.
As quatro defesas informaram que irão recorrer das condenações.
Fonte – Com informações do g1.

























