Polícia conclui que primas desaparecidas no Paraná foram mortas a tiros após saírem de boate

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A Polícia Civil do Paraná concluiu que as primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, foram assassinadas com disparos de arma de fogo dentro de uma caminhonete após saírem de uma boate em Paranavaí, no Noroeste do Estado. O laudo sobre as mortes foi concluído na segunda-feira (19), mais de cinco meses após o desaparecimento das jovens.

As primas desapareceram em 21 de abril. Segundo as investigações, elas estavam acompanhadas de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, que teria cometido os assassinatos na mesma data. Conforme o delegado Luís Fernando Alves, Letycia conhecia o homem de festas anteriores e havia aceitado sair novamente com ele.

De acordo com a versão apresentada pela Polícia Civil, Sttela estava no banco traseiro da caminhonete e foi atingida por três disparos. Ao presenciar a situação, Letycia teria tentado fugir, mas foi atingida por dois tiros na cabeça. O veículo utilizado no crime não foi localizado.

Clayton morreu em 21 de agosto, durante uma abordagem policial em Mandaguari. Na mesma data, vestígios dos corpos das jovens foram encontrados em uma área rural próxima a Paraíso do Norte. As informações que levaram os investigadores até o local foram repassadas por um segundo suspeito, conhecido como “Magrão”.

O homem permanece preso e foi indiciado por ocultação de cadáver. Segundo o delegado, até o momento não há indícios de que ele tenha participado das mortes, uma vez que as jovens teriam saído sozinhas com Clayton da casa noturna.

Em 27 de agosto, a Polícia Civil confirmou que os restos mortais encontrados pertenciam às duas primas. A identificação foi realizada por meio da arcada dentária, e a análise apontou sinais de morte violenta.

As ossadas foram liberadas pela Polícia Científica para sepultamento em 1º de outubro. O enterro ocorreu após meses de buscas e de espera das famílias pela confirmação da identidade das vítimas.

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