A morte de Leonir Castanha dos Santos, de 62 anos, morador da localidade da Barrinha, no interior de Reserva, ocorrida na quarta-feira (28), levantou sérios questionamentos sobre a condução do atendimento prestado pela rede municipal de saúde nos dias que antecederam o óbito.
A denúncia foi feita por uma filha do idoso, que procurou o Portal Reserva News para relatar o que classifica como uma sequência de decisões médicas contraditórias e a ausência de explicações claras por parte dos responsáveis pelo atendimento.
De acordo com o relato, Leonir passou mal na manhã de segunda-feira (26), apresentando inchaço abdominal intenso e edema nas partes íntimas, sendo levado ao Pronto Atendimento Municipal. No local, permaneceu em observação por cerca de sete horas, recebendo soro e medicação. Durante o atendimento, médicos teriam acionado a Central de Leitos, o que, já indicava a gravidade do quadro.
Apesar disso, o paciente recebeu alta e foi orientado a retornar para casa, mesmo tendo histórico de câncer de estômago e residindo a mais de 20 quilômetros da área urbana. Para a família, a decisão é incompatível com a avaliação inicial. “Se ele estava bem, por que foi colocado na Central de Leitos?”, questiona a filha.
No dia seguinte, terça-feira (27), o estado de saúde do idoso teria se agravado. Segundo o relato, as dores aumentaram, o inchaço se intensificou e ele passou a ter dificuldade para caminhar. Ainda assim, a orientação teria sido a mesma: permanecer em casa aguardando vaga hospitalar. A família afirma que duas tentativas de transferência foram negadas, incluindo pedidos para o Hospital Erasto Gaertner e para o Hospital do Trabalhador.
Na quarta-feira (28), Leonir foi encontrado morto dentro da residência onde morava. O SAMU foi acionado, mas o óbito foi constatado no local e documentos médicos apontaram ausência de sinais vitais, rigidez muscular e ausência de reflexos, além da classificação da causa como morte sem assistência, sem indícios de violência.
Outro ponto que gera indignação é a versão apresentada à família após o falecimento. Segundo a filha, profissionais informaram que o paciente teria optado por não permanecer no pronto atendimento aguardando vaga. No entanto, ela afirma que não existe termo assinado pelo pai assumindo essa decisão. “Disseram que ele não quis ficar, mas não há documento nenhum que comprove isso. Como mandam um paciente grave para casa sem respaldo formal?”, questiona.
A família também contesta a afirmação de que o idoso estaria em “bom estado geral”. “Uma pessoa com câncer, com edema severo e dor, não está bem. Se estivesse, não precisaria de central de leitos”, afirmou a filha.
Diante das inconsistências, os familiares registraram um boletim de ocorrência e cobram esclarecimentos formais sobre os critérios adotados no atendimento, a negativa de vagas hospitalares e a decisão de liberar o paciente.
O Portal Reserva News reforça que não faz acusações, e que o espaço segue aberto para manifestação da Secretaria Municipal de Saúde de Reserva ou de qualquer responsável pelo setor, para que possam esclarecer os fatos, apresentar protocolos adotados e responder aos questionamentos levantados.

























A saúde ta precária em todos os meu filho faleceu a três anos por falta de cuidado comesou aqui em reserva e terminou a negligência em rocío campo largo e ninguém fais nada ninguém ouve a jente só fica a dor de perder uma pessoa que a jente ama eles não tão nem ai