A história de amor e acolhimento vivida por Andreia Cristina Pinheiro Jarletti e o marido, Nóbili Augusto Jarletti, emocionou moradores de Maringá. Pais de quatro filhos biológicos, o casal decidiu ampliar ainda mais a família ao adotar três crianças que conheceram durante visitas voluntárias e no programa Família Acolhedora.
Os irmãos Vitória, de 12 anos, Ezequias, de 11, e Richardy, de 9, viviam no Abrigo Municipal de Maringá e foram oficialmente adotados em novembro de 2025. Antes disso, eles já haviam criado um forte vínculo com Andreia e Nóbili, especialmente durante momentos difíceis enfrentados pela instituição, que chegou a registrar fugas e outras situações de instabilidade.
Segundo Andreia, a relação começou ainda quando a família participava do Serviço Família Acolhedora, iniciativa que capacita famílias para receber temporariamente crianças afastadas dos pais por decisão judicial. Durante cerca de dez anos no projeto, o casal acolheu diversas crianças, mas foi com Vitória que perceberam que queriam ir além do acolhimento temporário.
“Quando a gente se despediu da última acolhida, que foi a Vitória, sentimos algo diferente. Eu percebi que não queria mais cuidar apenas por um momento. Queria cuidar para sempre”, contou Andreia.
Após deixarem o programa para poder iniciar o processo de adoção, o casal passou por entrevistas, cursos e avaliações até receber autorização para visitar Vitória no abrigo. Foi nesse período que também conheceram os irmãos Ezequias e Richardy.
A convivência se fortaleceu ainda mais durante visitas frequentes feitas pela família ao abrigo. Em datas comemorativas, eles levavam presentes para todas as crianças e buscavam proporcionar momentos de carinho e convivência.
Durante uma das crises registradas no abrigo em 2025, Andreia e Nóbili chegaram a acolher cerca de 12 crianças por uma noite, incluindo os três irmãos que posteriormente seriam adotados pela família.
Mesmo enfrentando preconceitos e críticas após a adoção, Andreia afirma que jamais se arrependeu da decisão e destaca que o amor pelos filhos adotivos é tão forte quanto pelos biológicos.
“Eu sempre digo que amo todos eles e sempre vou lutar por eles. É cansativo às vezes, mas é algo que faço com amor”, afirmou.
Hoje, a casa da família é dividida entre sete filhos: Sofie, Clara, Maria, Pedro, Vitória, Ezequias e Richardy. Apesar das diferenças de idade e das adaptações da nova rotina, Andreia conta que a convivência acontece de forma natural, com carinho, brincadeiras e até as típicas discussões entre irmãos.
Ela também destaca a importância do apoio do marido e dos filhos biológicos durante todo o processo. Segundo Andreia, todos participaram das visitas ao abrigo e ajudaram a criar os laços afetivos com as crianças adotadas.
Ao compartilhar a história, a mãe espera incentivar outras famílias a enxergarem a adoção com mais sensibilidade e amor.
“Amar alguém que não é do seu sangue não é difícil. Espero que histórias como a nossa façam crescer o número de adoções e diminuam a quantidade de crianças vivendo em abrigos”, finalizou.
Fonte – Com informações de g1.
























