Ivaí avança na capacitação de profissionais para atendimento de pacientes com TEA

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O município de Ivaí recebeu, na última semana, uma nova capacitação voltada aos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) sobre o atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A iniciativa foi realizada pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde dos Campos Gerais (CimSaúde) e tem como objetivo ampliar a compreensão dos profissionais sobre o espectro autista, contribuindo para um atendimento mais adequado e inclusivo.

Segundo a coordenadora da APS de Ivaí, Ana Claudia Sikorski, a metodologia utilizada durante a capacitação foi clara e objetiva, facilitando a compreensão dos conteúdos e sua aplicação nas situações do cotidiano dos serviços de saúde.

O CimSaúde desenvolve, desde o ano passado, capacitações sobre TEA junto às equipes de Atenção Primária dos municípios consorciados. O projeto é considerado piloto e já recebeu reconhecimento estadual, com premiação do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde durante congresso.

A iniciativa é baseada na experiência “Cuidar e incluir: saúde, família e pessoas com espectro autista e os impactos nos serviços de saúde”.

Capacitação aborda características e gatilhos

Durante o encontro, a profissional Karla Justus, responsável pela abordagem do tema, destacou características do TEA e possíveis gatilhos capazes de desencadear crises.

Ela reforçou que o Transtorno do Espectro Autista não é uma doença, mas uma condição do neurodesenvolvimento que acompanha a pessoa ao longo da vida.

A capacitação também tratou da importância do diagnóstico precoce e das possibilidades de intervenção. De acordo com Karla, o objetivo das intervenções é amenizar sintomas, estimular a independência e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da pessoa com TEA.

Além da transmissão de conhecimentos, os encontros são considerados espaços de aprendizagem e troca de experiências entre os profissionais.

Família também deve participar do processo

Para Ana Claudia, a capacitação não deve ficar restrita aos profissionais de saúde. A coordenadora defende a realização de encontros também com os familiares das pessoas com TEA.

A proposta é ampliar o acesso à informação e possibilitar que as famílias tenham mais conhecimento para participar ativamente do processo de cuidado.

A iniciativa do CimSaúde busca, dessa forma, fortalecer a preparação das equipes de saúde e ampliar a compreensão sobre o autismo, contribuindo para um atendimento mais inclusivo às pessoas com TEA e suas famílias.

Fonte – Com informações do CIMSAÚDE.

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