Há 30 anos: o susto que marcou a equipe do Corinthians no Equador

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No dia 1º de maio de 1996, o Sport Club Corinthians Paulista viveu um dos episódios mais tensos de sua história fora de campo. Horas após uma vitória por 3 a 1 sobre o Espoli, pela Copa Libertadores da América, a delegação alvinegra passou por um grave incidente aéreo ao deixar Quito, no Equador.

O voo de retorno ao Brasil era realizado em um Boeing 727, operado pela Fly Linhas Aéreas, que partia do Aeroporto Internacional Mariscal Sucre. Por volta das 17h (horário local), sob forte chuva, a aeronave iniciou o procedimento de decolagem.

Ainda na pista, os pilotos perceberam que o avião não apresentava o desempenho esperado. Em aeroportos de grande altitude, como o de Quito, o ar mais rarefeito compromete a potência dos motores e a sustentação, exigindo maior velocidade e distância para decolar com segurança.

Diante do cenário, a tripulação optou por abortar a decolagem — uma decisão crítica, tomada antes do ponto limite. No entanto, com a pista molhada e o avião já em alta velocidade, não houve espaço suficiente para parar.

A aeronave ultrapassou o fim da pista, colidiu com um muro e avançou até uma área próxima a uma avenida e construções externas ao aeroporto. Um dos motores chegou a pegar fogo, mas as chamas foram rapidamente controladas pelas equipes de emergência.

Apesar da gravidade do acidente, o desfecho foi considerado milagroso: as cerca de 90 pessoas a bordo sobreviveram, com registro apenas de ferimentos leves. O episódio, porém, deixou marcas psicológicas nos jogadores e demais passageiros.

Mesmo abalados, os integrantes da delegação retornaram ao Brasil poucas horas depois, em outro voo, ainda sob o impacto do ocorrido. O episódio permanece, três décadas depois, como um dos momentos mais dramáticos já enfrentados pelo Corinthians fora das quatro linhas.

Redação Reserva News

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