Após a divulgação da suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, surgiram dúvidas entre moradores de Reserva sobre as doses aplicadas no município. Para esclarecer a situação, o Portal Reserva News entrou em contato com a Prefeitura de Reserva, que informou que a vacina utilizada na cidade não é a mesma que teve a aplicação suspensa pelo Ministério da Saúde.
Segundo a administração municipal, os adolescentes de 10 a 14 anos vacinados contra a dengue em Reserva receberam a vacina Qdenga, produzida pelo laboratório japonês Takeda. O imunizante continua autorizado para uso pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não foi afetado pela medida anunciada pelo governo federal.
A suspensão determinada pelo Ministério da Saúde refere-se exclusivamente à vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, utilizada em estratégias específicas de vacinação em algumas localidades do país.
Entenda o caso
O Ministério da Saúde anunciou a interrupção temporária da aplicação da vacina do Butantan após a identificação de 42 casos de eventos adversos considerados mais graves entre mais de 500 mil pessoas imunizadas. Três pacientes precisaram ser hospitalizados e dois deles morreram.
Apesar dos registros, o governo federal destaca que ainda não há comprovação de que os casos tenham sido causados pela vacina. A medida foi adotada de forma preventiva para permitir uma investigação detalhada conduzida pelo Ministério da Saúde, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Butantan.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a suspensão busca aprofundar a análise dos casos para identificar possíveis fatores de risco, condições pré-existentes e outras circunstâncias que possam estar relacionadas aos eventos registrados.
Vacina aplicada em Reserva segue liberada
As doses aplicadas no município pertencem ao laboratório Takeda e continuam liberadas para uso. Dessa forma, os adolescentes de 10 a 14 anos vacinados na cidade não receberam o imunizante que está sendo investigado pelo Ministério da Saúde.
A suspensão temporária da vacina do Butantan não significa que o imunizante tenha sido considerado ineficaz ou inseguro. A medida segue protocolos de farmacovigilância adotados para garantir a segurança da população enquanto os casos são analisados.
























