Idosa quase perde R$ 150 mil ao cair em golpe do bilhete premiado no Paraná

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Uma idosa de 77 anos quase perdeu R$ 150 mil após acreditar que poderia participar de um negócio envolvendo um suposto bilhete de loteria premiado em R$ 19 milhões, em Toledo, no Oeste do Paraná. A vítima estava em uma agência bancária prestes a realizar transferências para contas indicadas pelos golpistas quando a Polícia Civil interveio e impediu a transação.

Um homem de 54 anos foi preso na quarta-feira (19) suspeito de participar do golpe. Com ele, os policiais encontraram cartões bancários em nome de terceiros, bilhetes de loteria, máquinas de cartão e um maço de cigarros usado para simular dinheiro.

Como o golpe funcionou

Segundo a investigação, a abordagem começou nas proximidades do Centro de Revitalização da Terceira Idade (Certi), no Jardim Coopagro.

Uma mulher se aproximou da idosa, chorando, e afirmou que procurava o endereço de uma empresa de costura. Durante a conversa, contou que precisava encontrar alguém para ajudá-la em uma situação envolvendo um suposto bilhete de loteria premiado.

Pouco depois, um homem chegou ao local em um carro e perguntou sobre o que as duas conversavam. A mulher apresentou a história do bilhete e, na sequência, o homem simulou uma ligação para uma suposta central da Caixa Econômica Federal. Durante a falsa ligação, ele afirmou ter confirmado que o bilhete correspondia a um prêmio de R$ 19 milhões.

A mulher disse que precisava de R$ 400 mil para resolver documentos relacionados a um inventário no Mato Grosso, mas que não tinha o dinheiro necessário e não poderia sacar o prêmio.

O homem então propôs que a idosa participasse do suposto negócio. Segundo a polícia, ele afirmou possuir parte dos R$ 400 mil e sugeriu que os dois completassem o valor para comprar o bilhete e dividir o prêmio milionário.

Golpista usou maços de cigarro para simular dinheiro

Convencida pela história, a idosa entrou no carro dos suspeitos. O homem chegou a pedir os cartões bancários dela sob o pretexto de verificar se ela tinha o chamado “nome limpo”.

Ele passou por agências onde a vítima mantinha contas e simulou uma negociação para demonstrar que também estava disposto a investir no suposto bilhete premiado.

Em determinado momento, o suspeito entrou em uma agência bancária dizendo que retiraria a parte dele do dinheiro. Ao retornar, apresentou maços que aparentavam ser dinheiro, mas que, na realidade, eram pacotes feitos com caixas de cigarro.

A estratégia tinha como objetivo convencer a vítima de que o homem realmente estava colocando dinheiro no negócio e pressioná-la a realizar a transferência.

Polícia interveio antes da transferência

Enquanto a idosa estava em uma agência bancária, equipes da Polícia Civil localizaram o veículo utilizado pelo suspeito no Centro de Toledo, próximo a uma agência da Caixa.

De acordo com a polícia, o carro utilizava placas falsas para dificultar a identificação. O homem também apresentou um nome falso durante a abordagem.

Com ele foram apreendidos cartões bancários em nomes de outras pessoas, bilhetes de loteria, máquinas de cartão e o material utilizado para simular o dinheiro.

O suspeito foi preso e encaminhado à Cadeia Pública de Toledo, onde permanece à disposição da Justiça. A mulher apontada como comparsa não foi localizada, mas, segundo a Polícia Civil, já foi identificada e também deverá ser indiciada.

Suspeitos são investigados por outros golpes

A investigação apura ainda a possível participação da dupla em outros crimes semelhantes. Segundo a Polícia Civil, os dois são moradores de Londrina, e o homem preso possui antecedentes por estelionato.

A operação teve início após a polícia receber informações de que um casal havia aplicado o chamado golpe do bilhete premiado contra uma idosa de 74 anos em Peabiru, na região Centro-Oeste do Paraná. Nesse caso, a vítima perdeu R$ 9 mil. Após o crime, os suspeitos seguiram para a região de Toledo.

A Polícia Civil alerta que o golpe do bilhete premiado é uma prática antiga, baseada na promessa de ganhos milionários para convencer as vítimas a entregar dinheiro ou realizar transferências. A recomendação é desconfiar de qualquer pessoa que ofereça participação em supostos prêmios ou peça valores antecipados para liberar uma premiação.

Fonte – Com informações do g1.

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