Projeto propõe salário mínimo para vereadores de Ponta Grossa a partir de 2029

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Um projeto de lei protocolado na Câmara Municipal de Ponta Grossa propõe que os vereadores eleitos para a próxima legislatura, a partir de 2029, passem a receber apenas um salário mínimo nacional como subsídio mensal. A proposta foi apresentada pelo vereador Paulo Balansin (União Brasil) e prevê uma redução significativa nos vencimentos atuais dos parlamentares.

Atualmente, os vereadores da cidade recebem salário bruto superior a R$ 10 mil, além de auxílio-alimentação. Em maio deste ano, após aprovação de reajuste baseado na reposição inflacionária, os subsídios passaram para R$ 10.842,74. Caso a nova proposta estivesse em vigor hoje, o valor pago seria de R$ 1.621, correspondente ao salário mínimo atual.

Além da redução salarial, o projeto também estabelece desconto no pagamento do vereador que faltar às sessões ordinárias sem justificativa oficial.

Segundo o texto apresentado por Balansin, a medida busca diminuir os gastos públicos com o Legislativo Municipal e atende ao princípio constitucional da anterioridade, que determina que alterações nos salários dos vereadores só podem valer para a legislatura seguinte.

Projeto ainda depende de assinaturas

Apesar de já ter sido protocolado, o projeto ainda não começou a tramitar oficialmente na Câmara. Isso porque propostas que alteram os salários dos vereadores precisam da assinatura de pelo menos sete parlamentares para serem debatidas.

Até esta segunda-feira (25), seis vereadores haviam assinado o documento. São eles:

  • Paulo Balansin (União)
  • Enfermeira Marisleidy (Democrata)
  • Fábio Silva (Republicanos)
  • Joce Canto (PP)
  • Leo Farmacêutico (União)
  • Ricardo Zampieri (PL)

Debate sobre salários segue em evidência

A discussão sobre os vencimentos dos vereadores de Ponta Grossa já vem gerando repercussão desde 2024. Na ocasião, a Câmara aprovou um aumento de 73% nos próprios salários e de 56% para a prefeita eleita. Os vencimentos dos vereadores saltariam de R$ 10,4 mil para R$ 18,1 mil, enquanto o salário da chefe do Executivo subiria de R$ 20,4 mil para R$ 32 mil.

No entanto, o reajuste acabou sendo barrado pela Justiça, mantendo os salários anteriores. Já em maio de 2026, os parlamentares aprovaram novo reajuste com a justificativa de recomposição da inflação acumulada.

Veja como votaram os vereadores no reajuste aprovado em maio:

Favoráveis ao reajuste:

  • Divo (União)
  • Dr. Erick (PV)
  • Dr. Zeca (União)
  • Ede Pimentel (PDT)
  • Florenal (Podemos)
  • Guilherme Mazer (PT)
  • Julio Küller (PL)
  • Leandro Bianco (Republicanos)
  • Leo Farmacêutico (União)
  • Maurício Silva (PSD)
  • Paulo Balansin (União)
  • Professor Careca (PV)
  • Teka dos Animais (União)

Contrários ao reajuste:

  • Fábio Silva (Republicanos)
  • Geraldo Stocco (PV)
  • Joce Canto (PP)
  • Enfermeira Marisleidy (Democrata)
  • Ricardo Zampieri (PL)

Ausente:

Pastor Ezequiel (Podemos)

A proposta que fixa os salários em um salário mínimo ainda deverá passar pelas etapas internas da Câmara antes de ser colocada em discussão e votação no plenário.

Fonte – Com informações do g1.

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