PCPR registra seis casos de violência doméstica na região com destaque para Reserva

149 0

A região dos Campos Gerais registrou ao menos seis casos de violência doméstica ao longo do último fim de semana, segundo levantamento das forças de segurança. As ocorrências, distribuídas entre diferentes municípios, incluem situações de extrema gravidade e reforçam o alerta sobre o aumento da violência contra a mulher e a persistência da subnotificação.

Entre os registros, destaque para o município de Reserva, onde um homem foi preso preventivamente na manhã de domingo (28) pela Polícia Civil do Paraná após ser investigado por crimes graves contra a ex-companheira, na localidade da Barrinha.

De acordo com as informações, o suspeito manteve a vítima em cárcere privado por cerca de duas horas, além de cometer agressões físicas com estrangulamento. Mesmo após a liberação da mulher, o registro do boletim de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas, o homem teria continuado com ameaças de morte e perseguições.

Apesar de decisões judiciais anteriores já terem determinado medidas protetivas, a escalada da violência e a reincidência das ameaças levaram à conclusão de que as restrições não eram suficientes para conter o agressor, tornando a prisão preventiva necessária para garantir a segurança da vítima. O suspeito foi encaminhado ao sistema penitenciário e permanece à disposição da Justiça.

O caso de Reserva integra um cenário mais amplo de violência na região. Em outros municípios dos Campos Gerais, foram registrados episódios ainda mais graves, incluindo tentativas de feminicídio, invasões de residência, agressões e, em situações distintas, incêndios criminosos em residências de vítimas após conflitos.

Em Arapoti, uma mulher foi baleada dentro de casa na presença da filha de oito anos. Já em Castro, um ex-companheiro invadiu a residência da vítima e tentou enforcá-la, sendo preso em seguida. Em Ponta Grossa, outros casos envolveram agressões graves e incêndios após episódios de violência doméstica.

As autoridades reforçam que qualquer pessoa pode denunciar casos de violência doméstica, não sendo necessária a ação exclusiva da vítima. Familiares, vizinhos e testemunhas têm papel fundamental no acionamento das forças de segurança.

As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos números 190 (Polícia Militar) e 181 (Disque-Denúncia).

Deixe seu comentário para a noticia

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *