Depois de 16 anos ouvindo que “a geração de 2010 era insuperável”, a Espanha resolveu responder da maneira mais eficiente possível: levantando outra Copa do Mundo. Neste domingo (19), a Fúria venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, em Nova Jersey, e conquistou o bicampeonato mundial, encerrando qualquer debate sobre quem foi o verdadeiro dono da final.
O placar magro até pode sugerir equilíbrio, mas quem assistiu à partida sabe que o resultado saiu barato para os argentinos. Durante 120 minutos, a Espanha dominou a posse de bola, criou as melhores oportunidades e transformou Emiliano “Dibu” Martínez no personagem mais ocupado da decisão. Se não fosse o goleiro, a taça provavelmente teria sido decidida muito antes da prorrogação.
O gol do título saiu aos primeiros minutos da etapa final do tempo extra. Após cruzamento de Pedro Porro e assistência de Nico Williams, Ferran Torres, que havia saído do banco de reservas, apareceu na pequena área para finalizar de primeira e garantir a segunda estrela da seleção espanhola. Assim como Iniesta em 2010, Ferran entrou definitivamente para a história — desta vez sem precisar esperar os pênaltis para aliviar o sofrimento espanhol.
Argentina passou a maior parte da final assistindo
A estratégia argentina parecia bastante clara: sobreviver. Enquanto a Espanha atacava por todos os lados, os atuais campeões praticamente não conseguiam ultrapassar o meio-campo.
O dado resume bem o roteiro da decisão: a Argentina terminou o tempo regulamentar sem registrar uma única finalização. Sim, nenhuma. O plano ofensivo parecia baseado na esperança de que o relógio apitasse antes do árbitro.
Mesmo com Lionel Messi em sua sexta e última Copa do Mundo, a equipe sul-americana encontrou enormes dificuldades para construir jogadas diante da intensa marcação espanhola. Quando finalmente conseguiu assustar, já era tarde demais.
Nova geração confirma favoritismo
Com média de idade de apenas 26 anos, a Espanha demonstra que o título está longe de ser um acaso. Jogadores como Pedri, Gavi, Nico Williams e Lamine Yamal ainda devem estar em plena forma na Copa de 2030, quando o país será uma das sedes do torneio.
Yamal, aos 19 anos, tornou-se um dos campeões mundiais mais jovens da história e reforçou o protagonismo de uma geração que promete permanecer entre as favoritas nas próximas competições.
Além do bicampeonato, a seleção espanhola alcançou dois feitos históricos. Passou a dividir o seleto grupo das equipes bicampeãs mundiais e chegou a 38 partidas consecutivas de invencibilidade, estabelecendo um novo recorde no futebol de seleções.
Adeus de Messi às Copas
Pelo lado argentino, a derrota marcou a despedida de Lionel Messi dos Mundiais. Aos 39 anos, o camisa 10 encerra sua trajetória em Copas com um título mundial, dois vice-campeonatos e o posto de um dos maiores artilheiros da história da competição.
O sonho do tetracampeonato ficou para outra geração. Desta vez, nem o talento de Messi, nem a tradicional catimba, nem as defesas milagrosas de Dibu Martínez conseguiram impedir que a Espanha transformasse um verdadeiro massacre em campo em um título mundial.
No fim das contas, a Fúria apenas fez o que passou os 120 minutos anunciando que faria: jogar futebol. A Argentina, por sua vez, passou boa parte da decisão tentando convencer o cronômetro de que atacar era opcional. Desta vez, não funcionou.
Fonte – Com informações da Agência Brasil.
























