Um bebê de nove meses foi internado em estado grave após sofrer queimaduras de segundo grau enquanto era banhado em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) em Sarandi, no Norte do Paraná. O caso ocorreu nesta terça-feira (16), no CMEI Beatriz Silva Pacheco Gonçalves.
Segundo informações do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a criança teve queimaduras nos braços, tórax e cabeça, com bolhas características de exposição a água muito quente. O bebê foi encaminhado ao Hospital Universitário (HU) de Maringá, onde passou por cirurgia e permanece internado.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação de Sarandi, o acidente aconteceu durante o banho, ao final do procedimento, quando o chuveiro estava sendo desligado. Em nota, a pasta afirmou que “todas as providências necessárias foram adotadas de forma imediata”.
A mãe da criança, Kethelyn Fernandes, relatou que foi acionada pela direção da unidade por volta das 9h da manhã e questionou a versão apresentada pela escola. “Se a professora diz que foi água do chuveiro, então por que ela não colocou a mão primeiro para ver se a água estava quente, morna ou gelada? Não foi apenas um queimadinho”, disse.
A secretária de Educação de Sarandi, Sheyla Grasiele de Souza Gonçalves, afirmou que o incidente ocorreu no momento final do banho, quando teria sido liberada água quente de forma inesperada. Segundo ela, o bebê possui pele sensível, o que pode agravar o quadro em situações desse tipo.
O Samu informou ainda que, durante o atendimento, a criança apresentava intensa dor e agitação, sendo necessária a aplicação de medicação analgésica antes do encaminhamento à unidade especializada em queimados. A creche atende cerca de 20 bebês com idades entre cinco meses e um ano.
Chuveiro será periciado e investigação foi aberta
A Guarda Civil Municipal informou que um eletricista foi acionado para avaliar o equipamento, que havia sido instalado recentemente, cerca de seis dias antes do ocorrido, após manutenção. O chuveiro envolvido foi recolhido e encaminhado para perícia técnica.
Segundo a corporação, outros equipamentos adquiridos na mesma licitação tiveram o uso suspenso preventivamente até a conclusão das investigações.
O caso é investigado pela Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar possível lesão corporal culposa, quando não há intenção de causar o dano. A apuração vai verificar se houve falha humana ou defeito no equipamento.
A Secretaria de Educação reforçou, em nota, que acompanha o caso e presta apoio à família, além de aguardar a conclusão das análises técnicas e periciais para adoção das medidas cabíveis.
Fonte – Com informações do g1.
























