A Carteira de Identidade Nacional (CIN) já entrou, em 2026, em uma fase decisiva e passou a impactar diretamente aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O novo documento, que substitui o antigo RG, unifica dados, utiliza o CPF como número único de identificação e se tornou peça-chave para reforçar a segurança e evitar fraudes nos benefícios previdenciários.
O endurecimento das regras ocorre em meio ao aumento expressivo das tentativas de fraude documental no Brasil. Entre 2022 e 2025, os registros mais que dobraram, saltando de cerca de 19 mil para mais de 51 mil casos, segundo dados da empresa Caf, especializada em verificação inteligente de documentos.
Desde novembro de 2025, o INSS já passou a exigir biometria válida — como a da CIN, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou do título de eleitor — para novos pedidos de benefícios. Agora, ao longo de 2026, essa exigência se intensifica.
Exigência aumenta ao longo de 2026
A partir de maio deste ano, segurados que solicitarem novos benefícios e não possuírem nenhuma biometria registrada podem ser obrigados a emitir a nova Carteira de Identidade Nacional. O cronograma prevê ainda que, em janeiro de 2028, a CIN será o único documento biométrico aceito em qualquer procedimento previdenciário.
O INSS reforça que aposentados e pensionistas que já recebem o benefício não terão o pagamento bloqueado automaticamente em 2026. Ainda assim, o órgão recomenda que os segurados verifiquem se já possuem biometria ativa vinculada ao CPF, como a registrada no título de eleitor ou na CNH, para evitar transtornos futuros.
Quem está dispensado da exigência imediata
Para reduzir impactos, o governo federal definiu exceções temporárias válidas ao longo de 2026. Estão dispensados da obrigatoriedade imediata da CIN:
- Pessoas com mais de 80 anos ou com dificuldade de locomoção, mediante laudo médico;
- Moradores de áreas remotas, atendidas por programas como o PrevBarco;
- Brasileiros que residem no exterior, mediante declaração consular;
- Solicitações de salário-maternidade, auxílio-doença e pensão por morte feitas até 30 de abril de 2026.
Troca do RG antigo é obrigatória
A substituição do RG antigo pela CIN é obrigatória, mas acontece de forma gradual. O ano de 2026 é considerado um ponto crítico desse processo, especialmente para quem precisa fazer novos requerimentos junto ao INSS. A falta de biometria válida pode resultar em exigências adicionais e atrasos no atendimento previdenciário.
Como emitir a nova identidade
A atualização do documento não é feita pelo aplicativo Meu INSS. A emissão da Carteira de Identidade Nacional deve ser agendada no órgão de identificação do estado, como o Instituto de Identificação ou a Secretaria de Segurança Pública.
Após a emissão, os dados biométricos são integrados automaticamente às bases federais, permitindo que o INSS reconheça a nova identificação sem necessidade de comparecimento presencial.
Criada pela Lei nº 14.534/2023, a CIN padroniza a identificação civil no Brasil e corrige falhas históricas nos cadastros públicos.
Fonte – Com informações de Ric.com.
























