Se você está pensando em tornar-se um produtor de ovelhas, certamente se deparará com a dúvida de qual será a melhor raça a ser produzida? Qual irá se adaptar a minha propriedade? Qual será mais lucrativa?
No Brasil, estima-se que existam 18 milhões de ovinos. As maiores criações estão no Rio Grande do Sul e na região Nordeste.
Em suma, a espécie ovina se coloca como mais uma alternativa à disposição do pequeno, médio ou grande produtor rural, estando pronta a se adaptar a diferentes sistemas de produção, desde os mais tecnificados, levados a efeito em regiões de boas pastagens e clima ameno, até às condições adversas de meio ambiente, como solos pobres, rasos, com relevo acidentado e clima rude.
No que tange às raças, há de se ressaltar que existem mais de 800 no mundo, cada uma apresentando aptidão e caracteres adaptativos específicos. No Brasil, as raças de ovinos podem ser divididas em dois grupos: os das raças naturalizadas e os das raças exóticas. Dentro desses grupos encontraremos raças deslanadas, raças lanadas especializadas na produção de lã, raças lanadas especializadas na produção de carne, raças para produção de pele, raças leiteiras e raças de produção mista.
As mais difundidas no Brasil são: Suffolk, Hampshire Down, Texel, Ile de France e Dorper (lanadas e específicas para carne). A Corriedale e Romney Marsh são de dupla aptidão (carne e lã), além das nacionais deslanadas, como a Santa Inês e a Morada-Nova (carne e couro).
Quando um criador pretende criar ovelhas, deve escolher qual a produção desejada: carne, pele ou lã, embora possa aproveitar, também, o leite por elas produzido. A escolha da raça adequada ao sistema de criação, juntamente com a escolha de bons reprodutores e matrizes, constitui a base fundamental para a exploração da ovinocultura.
A busca da melhor raça, tão comum em nosso meio, é utópica. Ela ainda não nasceu. Isso quer dizer que todas são boas, desde que cada uma seja criada em condições climática, edáfica, geográfica e topográfica compatíveis com a adaptabilidade implícita em seu genoma. O sucesso da atividade dependerá das respostas dadas pelos animais às condições a eles oferecidas.
Com isso vemos que a melhor raça depende do seu objetivo, da forma como quer criá-los e do sistema de produção compatível a sua propriedade. Não existe a melhor ou a pior e sim a que se adaptará a seu manejo e a sua forma de produção.
























