TRE do Paraná planeja julgar o senador Sérgio Moro em março

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Foi publicada, no Diário Oficial da União (DOU) de 22 de fevereiro, a nomeação do doutor José Rodrigo Sade como juiz-membro da Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), na classe de advogado efetivo, na vaga decorrente do término do segundo mandato do doutor Thiago Paiva dos Santos. Com o colegiado completo, o presidente da corte, Sigurd Bengtsson, definirá a data do julgamento que pode culminar na cassação do mandato de senador do ex-juiz Sérgio Moro.

De acordo com informações do próprio tribunal, o julgamento deverá ser agendado para o mês de março.

Embora o tribunal tenha pressa em resolver a situação, não deve ser possível debater o caso em plenário na próxima semana, porque primeiro Sade precisa tomar posse no cargo em cerimônia a ser realizada no próprio tribunal.

Atualmente, o TRE-PR conta com os seguintes membros efetivos:

  • Desembargador Sigurd Roberto Bengtsson – presidente;
  • Desembargador Luiz Osório Moraes Panza – vice-presidente;
  • Desembargadora Claudia Cristina Cristofani – juíza federal efetiva;
  • Doutor Anderson Ricardo Fogaça – juiz de Direito efetivo;
  • Doutor Guilherme Frederico Hernandes Denz – juiz de Direito efetivo;
  • Doutor Julio Jacob Junior – classe de advogado efetivo.

Após a posse, passará a contar com o doutor José Rodrigo Sade na classe de advogado efetivo.

Os processos de Moro

Sergio Moro é alvo de duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs), que apontam abuso de poder econômico, caixa dois e utilização indevida de meios de comunicação social durante a pré-campanha eleitoral de 2022.

Os processos, que são analisados em conjunto, também pedem a cassação do mandato do parlamentar.

As duas ações foram protocoladas por duas frentes antagônicas na política nacional. A primeira pelo Partido Liberal (PL), de base bolsonarista, e a outra pela Federação Brasil da Esperança – FÉ BRASIL (PT/PCdoB/PV), base que elegeu o governo Lula, em novembro e dezembro de 2022.

Em dezembro de 2023, Moro falou, em depoimento ao TRE-PR, que não obteve vantagem eleitoral e nega a acusação de desequilíbrio eleitoral causado por irregular pré-campanha ao cargo de presidente da República.

Quando o julgamento for marcado, seis desembargadores participarão da sessão, que pode durar mais de um dia. Todos votam e, em caso de empate, o presidente da Corte também vota.

Fonte – Com informações do TRE/PR e Assessorias

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