O Dia Internacional da Mulher é no dia 8, mas durante todo o mês de março diversas iniciativas e abordagens são feitas como forma de reforçar a importância da mulher e a história delas na luta por direitos não apenas ao público feminino, mas para toda a sociedade.
Diante desse contexto é essencial trazer à tona os números de violações que ainda insistem em perseguir as mulheres no Brasil. Como exemplo negativo, somente em 2025, o País registrou recorde de feminicídios. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que de 1.470 mulheres foram assassinadas por razões de gênero, uma média de 4 vítimas por dia.
Para a coordenadora do curso de Direito da Faculdade Unopar, Ma. Juliana Aprygio Bertoncelo, a divulgação desses dados se faz necessária porque impulsiona a conscientização sobre o tema e fomenta o ato de denunciar como forma de contribuir para que medidas efetivas sejam feitas a fim de diminuir cada vez mais o problema.
Em um recorte por estado, segundo o Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, o Paraná já registrou em 2026 o total de 3.256 casos de violações (Qualquer fato que atente ou viole os direitos humanos de uma vítima. Ex. Maus tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas) contra a mulher. Em 2025, foram 14.507 casos.
Desse total de 2026, apenas 407 denúncias foram efetivadas (Quantidade de registros que demonstra a quantidade de vezes em que os usuários buscaram a ONDH para registrarem uma denúncia). A capital paranaense Curitiba segue com o maior número de casos de violações, com 817 casos neste ano e 3.479 em 2025. (Dados atualizados em 09.03.2026).
“A relevância social dessa abordagem é muito alta, pois se trata de um tipo de crime que deve ser denunciado e combatido. Trazer essa temática de violações contra a mulher para o debate social, sejam quais violações forem, conscientiza não apenas na identificação de condutas reprováveis, mas informa sobre onde e quando se deve denunciar. Além disso, é uma forma de as mulheres se sentirem acolhidas e apoiadas umas às outras, e os homens também apoiarem cada vez mais”, avalia a docente e advogada.
Por fim, a mestra em Direito dá dicas sobre como as mulheres podem pedir ajuda. Confira também os canais de denúncia:
Realizar a chamada ao 190 polícia e conversar como se estivesse realizando pedido de delivery, é uma forma muito útil de pedido de socorro, ao perigo eminente sofrido pela mulher;
Além disso, qualquer cidadão pode fazer denúncias através da Central de Atendimento à Mulher, pelo número telefônico 180. As delegacias especializadas não são direcionadas a tratar apenas destes tipos penais, permitindo um socorro de forma mais ampla.
As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) realizam ações de prevenção, apuração, investigação e enquadramento legal. Nas unidades, é possível solicitar medidas de proteção de urgência nos casos de violência doméstica contra mulheres.
Números de violações contra a mulher por idade neste 2026:
Curitiba – 817 casos
Londrina – 261 casos
Ponta Grossa – 139 casos
Maringá – 138 casos
São José dos Pinhais – 109 casos
Foz do Iguaçu – 99 casos
Cascavel – 90 casos
Colombo – 45 casos
Araucária – 42 casos
Toledo – 35 casos
Guarapuava – 30 casos
Pato Branco – 24 casos
Sobre a Unopar – Com mais de 53 anos de tradição no ensino presencial em Londrina e pioneirismo no ensino a distância, a Unopar oferece 25 cursos de graduação presenciais, 44 semipresenciais e 101 na modalidade a distância, além de cursos técnicos, profissionalizantes e pós-graduação lato e stricto sensu, com 90% do portfólio avaliado com conceitos de excelência pelo MEC. Presente em mais de 20 estados e pertencente à Cogna Educação, maior grupo educacional do país, a instituição mantém o compromisso de remover barreiras geográficas, financeiras e sociais, aproximando um ensino de qualidade da vida real dos estudantes. Inovadora e conectada ao mercado, também estimula serviços sociais à comunidade, por meio de Clínicas-Escola e Núcleos de Práticas Jurídicas.
Fonte – Assessoria de Comunicação.
























