Chacina no DF: réus são condenados a mais de 1,2 mil anos de prisão

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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios confirmou a condenação de cinco réus acusados de matar dez pessoas da mesma família em um crime que ficou conhecido como a maior chacina da história do Distrito Federal. A sentença foi proferida na noite de sábado (18), após julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Planaltina.

Os crimes ocorreram entre o fim de dezembro de 2022 e janeiro de 2023 e, segundo as investigações, foram motivados pela disputa pela posse de uma chácara localizada na região administrativa do Paranoá, avaliada à época em cerca de R$ 2 milhões. De acordo com o processo, os acusados pretendiam assumir o imóvel após eliminar as vítimas e revendê-lo.

O conselho de sentença, formado por sete jurados, condenou os réus por uma série de crimes, incluindo homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro com resultado morte, ocultação e destruição de cadáver, roubo, associação criminosa armada, cárcere privado, corrupção de menores e fraude processual.

Vítimas

Entre as vítimas estão membros de uma mesma família, incluindo crianças. Foram assassinados a cabeleireira Elizamar Silva, de 39 anos; o marido dela, Thiago Gabriel Belchior, de 30; e os filhos do casal: Rafael e Rafaela, ambos de 6 anos, e Gabriel, de 7.

Também morreram Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos, pai de Thiago; Renata Juliene Belchior, de 52 anos, mãe dele; e Gabriela Belchior, de 25 anos, irmã de Thiago. Outras duas vítimas foram Cláudia Regina Marques de Oliveira, de 54 anos, ex-companheira de Marcos Antônio, e Ana Beatriz Marques de Oliveira, de 19 anos, filha do casal.

Penas somam mais de 1.200 anos

As condenações aplicadas aos réus ultrapassam, somadas, 1,2 mil anos de prisão. Entre os principais condenados estão:

  • Gideon Batista de Menezes: 397 anos, 8 meses e 4 dias de reclusão, além de pena de detenção;
  • Carlomam dos Santos Nogueira: 351 anos, 1 mês e 4 dias de reclusão;
  • Horácio Carlos Ferreira Barbosa: 300 anos, 6 meses e 2 dias de reclusão;
  • Fabrício Silva Canhedo: 202 anos, 6 meses e 28 dias de reclusão;
  • Carlos Henrique Alves da Silva: 2 anos de reclusão, em regime semiaberto.

O julgamento teve duração de seis dias e contou com o depoimento de 18 testemunhas.

Justiça e repercussão

O juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior, responsável por presidir o julgamento, afirmou que a decisão representa a resposta possível dentro dos limites legais diante da gravidade dos fatos.

Segundo ele, “a Justiça entregou, nos limites constitucionais do processo penal, a resposta que lhe cabia, sem ignorar a dimensão irreparável da dor vivida pelas famílias”.

Os réus permanecem presos e ainda podem recorrer da sentença.

Fonte – Com informações da Agência Brasil.

Redação Reserva News

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