Site “Alerta Ferrugem” ajuda no manejo da ferrugem da soja

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Já está no ar o site “Alerta Ferrugem da Soja”, safra 2019/2020 (www.geoemater.pr.gov.br ). O site tem como objetivo divulgar informações sobre a presença ou não de esporos do fungo causador da ferrugem, em cada coletor distribuído no Paraná nesta safra, um trabalho que envolve várias instituições. Com esses dados é possível ter uma visão em rede da iminência ou não da doença nas regiões de lavoura.

Com o monitoramento por meio dos coletores é possível detectar a presença dos esporos do fungo causador da ferrugem-asiática no momento em que chegam no coletor. A partir dessas informações a assistência técnica e os agricultores podem definir o momento de fazer a primeira aplicação de fungicida para o controle da doença.

Além disso, a análise dos coletores em rede permite examinar o comportamento da ferrugem-asiática no território paranaense, possibilitando o uso da informação gerada pelo monitoramento com os coletores na tomada de decisão de controle químico, mesmo em locais onde não há coletores.

Edivan José Possamai, gestor do Projeto Grãos, do Instituto Emater, observa que o coletor de esporos é uma ferramenta a mais para a tomada de decisão sobre a aplicação de fungicidas. Ele acrescenta que o agricultor deve ainda levar em conta o estágio da cultura e as condições climáticas antes de aplicar o fungicida na lavoura.

A pesquisadora da área de fitopatologia da Embrapa Soja, Dra. Claudine Seixas, reforça que o manejo da ferrugem-asiática da soja deve envolver todas as estratégias disponíveis: o vazio sanitário, o uso de cultivares com gene(s) de resistência, a semeadura no início da época recomendada, o uso de cultivares precoces e o controle químico.

De acordo com os dados do Instituto Emater e Embrapa Soja, na safra 2018/2019 as Unidades de Referência acompanhadas pela extensão rural e que colocaram em prática o MID (Manejo Integrado de Doenças) fizeram 1,4 aplicação de fungicidas. Já nas lavouras sem o manejo o número aumentou para 2,1 aplicações. O tempo decorrido até a primeira aplicação também foi maior nas áreas com o MID (64 dias), em comparação às áreas sem essa prática (55 dias). O custo de produção nas unidades com o MID ficou em 2,9 sacas/ha, contra 4,4 sacas/ha nas áreas sem o manejo.Também foi possível observar a manutenção na produtividade. Onde não foi feito o manejo o rendimento ficou em 48,7 sacas/ha. Nas áreas com MID, 50 sacas/ha.

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