A instabilidade provocada por conflitos no exterior, como a guerra no Oriente Médio, já começa a impactar diretamente o campo paranaense. Diante de incertezas no abastecimento e da alta nos preços, produtores rurais têm recorrido ao armazenamento de óleo diesel para garantir a continuidade das atividades agrícolas.
Em Prudentópolis, propriedades chegaram a estocar até 3 mil litros de combustível. A medida tem sido adotada como forma de prevenir possíveis falhas no fornecimento em um período considerado crítico, marcado pela colheita das safras de verão e pelo início do plantio das culturas de inverno.
Apesar de não haver registro de falta total de diesel na região, produtores relatam dificuldades como atrasos nas entregas e volumes inferiores aos solicitados. Diante disso, muitos agricultores têm sido obrigados a priorizar o uso do combustível, direcionando-o principalmente para a colheita — etapa considerada essencial para evitar perdas na produção.
Segundo o agricultor Edemilson Roberto Rickli, o atraso na colheita pode comprometer toda a safra. “Se não colher no tempo certo, o produto pode passar do ponto e a produção pode ser perdida”, alerta.
Além da preocupação com o abastecimento, o aumento no preço do diesel também pesa no bolso do produtor. O agricultor Augustinho Andreatto destaca que o combustível é hoje a segunda maior despesa da atividade agrícola, ficando atrás apenas dos fertilizantes.
O impacto já é sentido no custo final da produção, como explica João Elísio Smulek. Segundo ele, houve casos em que o litro do diesel saltou de cerca de R$ 5,50 para até R$ 8,50, o que encarece toda a cadeia produtiva, refletindo também nos preços ao consumidor.
Governo tenta conter alta
Diante do cenário, o Governo do Paraná anunciou adesão a um programa do Governo Federal do Brasil para conter o preço do diesel. A proposta prevê um subsídio de até R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividido igualmente entre estado e União, com R$ 0,60 de responsabilidade para cada parte.
A medida, de adesão voluntária, deve ter validade inicial de dois meses, entre abril e maio de 2026. No entanto, ainda não há previsão de quando o subsídio começará a impactar os preços pagos pelos consumidores.
De acordo com a Secretaria da Fazenda do Paraná, o custo estimado para os cofres públicos será de aproximadamente R$ 77,5 milhões por mês, totalizando cerca de R$ 155 milhões durante o período de vigência.
Fonte – Com informações de g1.
























