Após divulgação de vídeo, prefeito de Tibagi pode perder o mandato

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Com a presença de 5 mil participantes, a 22ª edição do evento, ocorrido entre os dias 8 e 11 de abril deste ano, deveria servir para discutir questões que influenciam o dia a dia dos municípios. No entanto, as câmeras de segurança de um dos hotéis do Setor Hoteleiro Sul, que abrigaram vários prefeitos inscritos no fórum, flagraram a situação inusitada.
 
Sem pudor algum, o prefeito de Tibagi (PR), aproveitou o elevador para praticar sexo oral. As gravações mostram o momento exato em que Rildo Emanoel Leonardi (MDB) se relaciona com uma mulher que lhe acompanha no elevador. O flagrante ocorreu na madrugada de 4 de abril, dias antes do início oficial do evento.

O vídeo mostra o prefeito abrindo os botões da calça e sorrindo para a garota de cabelos negros, que segura uma bolsa e um telefone celular.

A jovem se agacha enquanto acaricia o órgão genital do político. A ação cessa apenas quando as portas se abrem. No vídeo, é possível ver com clareza a relação sexual.

Há dois anos, Rildo Leonardi se envolveu em outra confusão. Em 16 de junho de 2017, ele foi esfaqueado pela então primeira-dama de Tibagi, Andreia Barreto Lima Leonardi.

A mulher foi presa por tentativa de homicídio ao querer se vingar de uma suposta traição. O crime ocorreu por volta das 4h. O prefeito foi atingido por uma facada no braço direito. Na época, a Polícia Civil não informou as circunstâncias em que a situação ocorrera.

O prefeito portanto teria infringido a legislação orgânica do município:

Art. 69. São infrações político-administrativas do Prefeito, sujeitas ao julgamento pela Câmara Municipal e sancionadas com a cassação do mandato:

[…] X – proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.

O advogado da Câmara Municipal explicou que os vereadores discutiriam nas próximas sessões as medidas cabíveis. O rito é definido pelo artigo 70 da Lei Orgânica, que prevê, entre outros pontos, a formação de uma Comissão Processante. Se o caso avançar, três vereadores serão sorteados para conduzir uma eventual denúncia – que “poderá ser feita por qualquer eleitor, com a exposição dos fatos e indicação das provas”.

O processo, nestes termos, pode terminar com a cassação do mandato.

Veja o vídeo do flagrante:

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