As chuvas de verão no Paraná chamam a atenção por um comportamento curioso e, muitas vezes, intrigante: enquanto um bairro registra um forte temporal, outro, a poucos quilômetros de distância, pode permanecer completamente seco. O fenômeno é conhecido como chuva localizada e é comum nesta época do ano.
Situações assim foram observadas recentemente no Litoral do Estado, onde municípios vizinhos como Antonina e Pontal do Paraná apresentaram volumes de chuva bastante diferentes, mesmo com estações de medição próximas.
Pluviômetros revelam a irregularidade das chuvas
Para acompanhar esse tipo de variação, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) conta com mais de 140 pluviômetros próprios espalhados pelo Estado. Além disso, o monitoramento é reforçado por dados de órgãos parceiros, como Cemaden e Sanepar, todos operando conforme normas internacionais da Organização Meteorológica Mundial.
Esses equipamentos são fundamentais para identificar onde, quando e com que intensidade a chuva ocorre.
Como funciona o pluviômetro?
O pluviômetro é o aparelho responsável por medir a quantidade de chuva. Seu funcionamento é baseado em um sistema de alta precisão mecânica. A água da chuva entra em uma área de captação e escorre para uma báscula, que se movimenta como uma balança sempre que atinge 6,2 mililitros de água.
Cada movimento é registrado eletronicamente e convertido em milímetros de chuva. Na prática, 1 milímetro (1 mm) significa que 1 litro de água caiu sobre uma área de 1 metro quadrado.
Defesa Civil avalia riscos com base nos dados
Os dados coletados pelos pluviômetros são essenciais para a atuação da Defesa Civil. Para classificar a gravidade de uma tempestade, o volume de chuva é analisado em relação ao tempo. De acordo com os critérios técnicos, chuvas acima de 28 mm em apenas 15 minutos já são consideradas fenômenos extremos.
A formação dessas chuvas intensas depende da combinação de fatores como umidade elevada, instabilidade atmosférica e mecanismos de elevação do ar. Elementos urbanos, como asfalto e concreto, além da presença ou ausência de vegetação, também influenciam diretamente o local onde a nuvem irá “descarregar” a chuva.
Tecnologia amplia o monitoramento
Além dos pluviômetros fixos, o Simepar utiliza tecnologias avançadas, como a chuva espacializada, que integra dados de radares meteorológicos e satélites. Essa ferramenta permite mapear o volume de chuva em grandes áreas, sendo especialmente importante para setores como agricultura e energia, ao auxiliar no planejamento de safras e na gestão de reservatórios.
Fonte – Com informações de Massa.com.
























