Os consumidores brasileiros devem sentir um novo aumento na conta de energia elétrica nos próximos meses. A aproximação do período mais seco do ano e a baixa nos níveis dos reservatórios têm pressionado o sistema elétrico nacional, principalmente na região Sul do país.
Em maio, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acionou a bandeira amarela, o que já representa cobrança extra na tarifa de energia. Para junho, as projeções do setor elétrico apontam para a adoção da bandeira vermelha patamar 1, elevando ainda mais os custos para os consumidores.
A situação é considerada mais crítica no Sul do Brasil, onde os reservatórios das hidrelétricas operam próximos dos níveis mínimos. O cenário aumenta a necessidade do acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado.
Além das condições climáticas, especialistas apontam que o valor da energia também sofre influência de encargos e subsídios acumulados ao longo dos anos. Segundo dados da Abraceel, entre 2010 e 2024, as tarifas do mercado regulado tiveram alta de 177%, crescimento superior à inflação oficial do período.
Outro fator que deve impactar milhões de consumidores são os reajustes tarifários previstos até junho. A estimativa é de que cerca de 35 milhões de unidades consumidoras em todo o país sejam afetadas, com aumentos que, em alguns casos, podem chegar a 20%.
Apesar do cenário de alta, a Aneel anunciou nesta terça-feira (19) a devolução de até R$ 5,5 bilhões aos consumidores. A medida busca reduzir os custos da energia em regiões onde a distribuição historicamente apresenta tarifas mais elevadas, como Norte, Nordeste, Mato Grosso e partes de Minas Gerais e Espírito Santo.
Fonte – Com informações da Band.com.
























